{"id":164,"date":"2018-07-31T12:00:43","date_gmt":"2018-07-31T11:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.palavraporpalavras.com\/Blog\/?p=164"},"modified":"2018-08-02T00:40:05","modified_gmt":"2018-08-01T23:40:05","slug":"um-dia-um-dia-sera-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.palavraporpalavras.com\/Blog\/2018\/07\/cenas-da-vida\/164\/um-dia-um-dia-sera-diferente\/","title":{"rendered":"Um dia, um dia ser\u00e1 diferente &#8230;"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt;\">&#8220;Um dia; Talvez um dia &#8230;&#8221;<\/span><\/h2>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem verdadeiramente me conhece, sabe que esta singela frase faz parte do meu quotidiano em certos sectores da Vida; mas n\u00e3o ser\u00e1 a ilus\u00e3o da Vida terrena a ilus\u00e3o das pris\u00f5es que sentimos e que n\u00e3o nos abra\u00e7am a partes mais long\u00ednquas no nosso caminho pessoal e interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passaram-se trinta e um milh\u00f5es, quinhentos e trinta e um mil segundos desde a \u00faltima vez, que neste preciso local, neste preciso dia escrevi um texto, e Hoje n\u00e3o seria diferente de o fazer, mas imp\u00f5e-se a pergunta:<\/p>\n<h2><strong><span style=\"font-size: 18pt;\">Estar\u00e1 tudo igual um ano depois ?\u00a0<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira resposta que posso dizer \u00e9 um sim e um n\u00e3o; mas vamos por partes em toda esta hist\u00f3ria. Sim! Estou e continuo solteiro, sem ningu\u00e9m ao meu lado com quem partilhar a Vida, bem n\u00e3o \u00e9 inteiramente verdade esta frase porque, nos milhares de quil\u00f3metros que percorri na azafama do dia a dia, os meus pequenos &#8220;<em>amantes<\/em>&#8221; acompanham-me para todo o lado; pois s\u00e3o eles que em primeira inst\u00e2ncia conhecem os meus sentimentos, s\u00e3o eles os primeiros a saber se o meu rosto det\u00e9m um genu\u00edno sorriso, ou se por detr\u00e1s de um sorriso est\u00e1 um rio de l\u00e1grimas aprisionadas e prestes a alcan\u00e7ar a cota limite das \u00f3rbitas, ou se no meio das pequenas f\u00farias das fagulhas que se demonstram no dia a dia n\u00e3o est\u00e1 por detr\u00e1s um vulc\u00e3o na sua for\u00e7a m\u00e1xima em erup\u00e7\u00e3o furtiva; mas uma coisa sim \u00e9 certa, continuo a ser o mesmo Homem genu\u00edno que sempre fui at\u00e9 Hoje, aquela pessoa que leva &#8220;porrada&#8221; por todos os lados e que no final diz basta e acaba por perdoar todos os agressores da Vida que, por aqui, passaram, n\u00e3o sou Santo e, j\u00e1 mais, quero ser mas, n\u00e3o posso negar que o divino me brindou com o dom incomum da santidade e do perd\u00e3o, perdoando e esquecendo o trilho passado. Cada pessoa que passe ou se encruze na minha Vida sair\u00e1, por certo mais preenchido e enriquecido num qualquer aspecto, n\u00e3o o digo s\u00f3 por dizer, n\u00e3o o digo por presun\u00e7\u00e3o ou por ser narc\u00edsico, porque isso \u00e9 coisa que n\u00e3o bafejo nem anseio bafejar, digo-o porque \u00e9 a voz e o resultado das experi\u00eancias e das hist\u00f3rias da Vida que nela passaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Poder\u00e1s entrar triste, mas ao sa\u00edres e demonstrares o teu sorriso, ent\u00e3o neste instante encontraste a Paz e, nesse mesmo instante, far-me-\u00e1s um Homem Feliz !&#8221; as pessoas que me conhecem, sabem que nada pe\u00e7o em troca e que, j\u00e1 mais fa\u00e7o algo para ter algo no retorno; o que surgir, surgiu e poder\u00e1 ser algo que termine ali, ou poder\u00e1 ser algo que terminar\u00e1 para l\u00e1 da passagem para aquilo que alguns chamam de Oriente Eterno, outros chamam de c\u00e9u, de entre tantas outras denomina\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o aplic\u00e1veis. Contudo h\u00e1 s\u00f3 uma coisa, uma palavra que uso quando acho que o fim n\u00e3o \u00e9 aquele momento que se est\u00e1 a viv\u00eanciar, uma palavra que simplesmente se implanta na minha mente, e que Hoje n\u00e3o tenho medo de usar, \u00e9 um simples &#8220;<em>Porqu\u00ea ?<\/em>&#8220;; porqu\u00ea \u00e9 que tudo acaba sem uma raz\u00e3o? Porqu\u00ea simplesmente decidimos fugir talvez daquilo que nos fa\u00e7a felizes? Nada termina sem uma raz\u00e3o, somos Homens, temos, de entre outros, dois acess\u00f3rios que v\u00eam de origem em todos os nossos corpos, uma boca e dois ouvidos, eles foram-nos dados para que pud\u00e9ssemos dizer as coisas boas mas tamb\u00e9m as coisas m\u00e1s, e para que possamos viver em sociedade e sermos a esp\u00e9cie racional que somos, se bem que muitas vezes n\u00e3o parece que assim seja. Por isso n\u00e3o tenho medo Hoje de usar o &#8220;<em>Porqu\u00ea<\/em>&#8220;, porqu\u00ea ter medo de a usar ?<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Voltemos ao cerne da quest\u00e3o, est\u00e1 tudo igual um ano depois ?<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora \u00e9 a vez de responder na pend\u00eancia da negativa, N\u00e3o! E, porque \u00e9 que as coisas n\u00e3o est\u00e3o iguais como h\u00e1 um ano atr\u00e1s? Pergunta esta tramada. A ratoeira que permite responder a um milhar de respostas, num oceano de milh\u00f5es de perguntas. Iremos por partes, porque talvez haja algumas coisas a dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, socialmente deveria ser um dia importante, mas ao contr\u00e1rio das correntes e dos normativos sociais, \u00e9 o dia em que prefiro estar longe dos holofotes, por esta hora estarei na Serra longe do telem\u00f3vel e apenas e s\u00f3 numa comunh\u00e3o comigo mesmo, reflectindo naquilo que fiz, na pessoa que sou, naquilo que tenho de melhorar e naquilo que posso fazer para ajudar os outros que est\u00e3o ao meu lado; Hoje \u00e9 o meu vig\u00e9simo s\u00e9timo anivers\u00e1rio, uma data \u00fanica, porque apenas e s\u00f3 fazemos anos uma vez por ano, e vinte e sete s\u00f3 se fazem uma vez. Chegados aqui e depois de ter percorrido um caminho sinuoso, que aos olhos de todos fiz com que parecesse uma recta, muita coisa aprendi e muita coisa fui interiorizando. Ao n\u00edvel acad\u00e9mico talvez a maioria me considere um falhado, bem na realidade aos olhos da sociedade sou, algu\u00e9m que se prop\u00f5e a fazer umas quatros &#8220;<em>cadeiras<\/em>&#8221; e acaba por n\u00e3o fazer nenhuma \u00e9 um falhado; noutro ponto de vista n\u00e3o me considero um falhado, porque algu\u00e9m que defende aquilo que pensa numa academia universit\u00e1ria j\u00e1 mais poder\u00e1 ser considerado como tal, mas n\u00e3o \u00e9 a defesa das nossas convic\u00e7\u00f5es que conta, nem a justi\u00e7a nelas associada, mas sim o decorrer daquilo que dizem os livros e manuais universit\u00e1rios, numa maioria cegos e com uma \u00fanica vis\u00e3o da coisa, ou ent\u00e3o fazer aquilo que mais de noventa por cento faz, que \u00e9 literalmente &#8220;<em>cabular<\/em>&#8221;\u00a0e &#8220;<em>copiar<\/em>&#8221; o que leva a uma mui art\u00edstica e criativa arte do copian\u00e7o; mas interroguemo-nos ser\u00e3o estas gentes bons profissionais de futuro? Um dia perceber\u00e3o a resposta que ela tem!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao n\u00edvel profissional n\u00e3o me considero um\u00a0<em>expert<\/em> em nada, nem no todo, tivesse eu oportunidades para desenvolver certas coisas que nos meus f\u00f3lios est\u00e3o desenhadas e escritas e, talvez mais realizado me sentiria. N\u00e3o digo que n\u00e3o me sinto realizado, mas este ano de aprendizagem algumas coisas mudaram e, com outros erros mudar-se-\u00e3o tantas outras que advir\u00e3o no futuro de amanh\u00e3 quando as f\u00e9rias terminarem. Mas n\u00e3o estamos aqui para falar do que profissionalmente me seduz, isto s\u00e3o outros\u00a0<em>quinhendos<\/em>.<\/p>\n<h3><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Que mudou ao n\u00edvel pessoal este ano que passou, nada ou tudo houve que mudou?<\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 mais nos podemos acercar dos extremos, nem nada mudou nem tudo mudou. A Vida que cada um leva apenas, e s\u00f3, a si lhe importa, ou ao seu par quando h\u00e1 algu\u00e9m mais na equa\u00e7\u00e3o. No \u00faltimo ano houve algu\u00e9m que me fez despertar para uma certa \u00e1rea que permanecia propositadamente adormecida por mim, por nunca ter coragem para nela entrar e porque nunca tinha aparecido a tal pessoa que despertasse e acendesse a &#8220;<em>chama<\/em>&#8221; a este n\u00edvel. Sei que a pessoa n\u00e3o foi a tal, nem t\u00e3o pouco l\u00e1 esteve para a ser, mas a cegueira da paix\u00e3o fez com que monopolizasse as conversas que tinha com as pessoas mais pr\u00f3ximas, e quase fez com que as perdesse; foi um ensinamento. No fundo, no meio de toda esta hist\u00f3ria sinto-me tra\u00eddo por todas as falsas esperan\u00e7as que fui colhendo ao longo do ano, n\u00e3o porque fosse deveras doido, mas porque sempre houveram sinais nesse sentido. Pela minha parte, j\u00e1 mais negarei a amizade que temos, porque mesmo sendo o outro numa hist\u00f3ria que, nunca teve um princ\u00edpio e tamb\u00e9m, por consequ\u00eancia, nunca ter\u00e1 um fim, sei perdoar toda a m\u00e1goa, todo o sofrimento que apenas a solid\u00e3o viu acontecer; foi nesta hora que me apercebi que os tais que sempre disseram para ter calma e abrandar, e eu\u00a0<em>s\u00e1bio<\/em>\u00a0ignorei, foram estes que l\u00e1 estiveram uma vez mais a amparar a queda. Mas h\u00e1 ainda outra coisa que tenho a dizer a esta pessoa, que por certo saber\u00e1 quem \u00e9, Obrigado, obrigado por teres feito com que eu despertasse aquilo que n\u00e3o sentia, obrigado por me teres feito feliz naqueles dias em que tinha os &#8220;<em>Bons Dias<\/em>&#8221; de manh\u00e3, obrigado pelos sorrisos que obtive em certas alturas, n\u00e3o posso nem j\u00e1 mais negarei que me soubeste fazer feliz naqueles tempos; e obrigado por teres partilhado aqueles dois dias comigo, porque foram duas tardes\/noites incr\u00edveis, j\u00e1 mais me pe\u00e7as desculpa porque, tal como eu te mostrei que haveriam certas coisas para l\u00e1 do que Hoje \u00e9 normal, tu mostraste-me algo que eu precisava de descobrir em mim e que h\u00e1 muito reprimia; tu foste o ponto de partida, tu foste algu\u00e9m que foi e ser\u00e1s algu\u00e9m que marcou a minha Vida pela positiva, porque para l\u00e1 dos choros e m\u00e1goas devemos sempre olhar aos sorrisos e \u00e1s felicidades mesmo que elas sejam moment\u00e2neas, porque ver aquele teu sorriso na televis\u00e3o no outro dia por um meio segundo fez com que soubesse que est\u00e1s, supostamente, feliz ao lado de quem est\u00e1s! Por isto tudo, j\u00e1 mais me pe\u00e7as desculpa, porque foste, ou melhor, fomos um ensinamento m\u00fatuo para ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje efectivamente continuo vazio, imagino e vivo na companhia dos meus pequenos amantes, todos os dias ao acordar olho para aquele pequeno ecr\u00e3 e imagino que algu\u00e9m especial me disse &#8220;<em>Bons Dias, Espero que tenhas um bom dia de trabalho !<\/em>&#8220;, ao ler de mem\u00f3ria sorriu e, ao longo do dia, despistado, n\u00e3o me lembro do resto, ao final da tarde, vou romanceando na minha cabe\u00e7a, e vou falando com esse algu\u00e9m que apenas eu vejo, que apenas eu sinto, que apenas eu oi\u00e7o, porque em verdade ele \u00e9 apenas uma outra forma do meu eu, dado que eu sou o seu criador, vou-lhe dizendo o quanto gosto dele, o quanto o seu sorriso me faz feliz, e todas as demais coisas que se fazem habitualmente entre duas pessoas que se gostam. Todavia isto acarreta um problema grande, muito grande, porque no dia em que conhecemos algu\u00e9m que tem alguma correspond\u00eancia m\u00fatua a for\u00e7a do h\u00e1bito destas conversas imagin\u00e1rias faz com que se diga muitas destas coisas \u00e0s pessoas que conhecemos \u00e0 pouco tempo; tudo isto sinto que acaba por assustar as pessoas que at\u00e9 nos acham alguma piada e que v\u00e3o desenvolvendo algo no seu interior por n\u00f3s no seguimento de tantas conversas. E aqui \u00e9 onde eu meto a &#8220;<em>pata na po\u00e7a<\/em>&#8221; e acabo sempre por afastar as pessoas, porque na realidade demonstro mais do que aquilo que deveria, salto uma data de passos que as pessoas v\u00e3o dando ao longo do tempo. Espero que estejas a ler isto que aqui escrevo para ti, para a pessoa que gostei de conhecer, para pessoa interessante que mexeu comigo, Desculpa! Sinto que fiz asneira com a mensagem que te mandei, nunca quis andar depressa demais, sempre quis dar o tempo e o espa\u00e7o do Mundo que precisas sem que crie esperan\u00e7as em nada, mas estou t\u00e3o habituado a escrever de uma forma romanceada que guardo para mim, ou para os textos que partilho naquele [neste] espa\u00e7o e acabei por ser apenas e s\u00f3 eu pr\u00f3prio sem filtros que deveria ter tido naquela altura, se calhar o melhor mesmo era ter estado calado e ter dito apenas que tinha chegado bem a casa. Ao conheceres parte da minha hist\u00f3ria de Vida penso que percebes aquilo que digo, j\u00e1 n\u00e3o crio expectativas naquilo que as pessoas me v\u00e3o dar ou que t\u00eam que alcan\u00e7ar, cada dia ser\u00e1 um dia da cada vez. Sei o quanto aquelas conversas foram importantes para ti e para mim, mas sou sincero, tirando a import\u00e2ncia daquela conversa para o teu futuro, preferia n\u00e3o ter tomado aquele caf\u00e9 e continuar a ter aquela conversa toda que tinha-mos. Sei que somos e seremos Amigos; sei de algumas coisas que sinto e que me fazem pensar. N\u00e3o julgues que penso alguma coisa, que espero alguma coisa ou tenho esperan\u00e7as; n\u00e3o a tenho para n\u00e3o me magoar, j\u00e1 mais em tempo algum te quero ver triste! Mas Hoje sem ningu\u00e9m sabes do que falo, porque apenas n\u00f3s dois sabemos para quem s\u00e3o estas linhas, precisei de te dizer isto, <em><strong>Quero-te bem e feliz!<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posso ser um ser errante muitas vezes, para n\u00e3o dizer sempre neste campo da Vida. Talvez pela idade, talvez pela envolv\u00eancia social dos espa\u00e7os que frequento, talvez pelo medo de que se concretize um dos maiores medos da minha Vida, talvez pelo surgimento de uma frase na minha mem\u00f3ria, talvez por tantos talvez e tantas coisas que se passam naquela que \u00e9 a minha linha, o meu tempo, aquele que apenas eu conhe\u00e7o, ou at\u00e9 mesmo por talvez ter este oceano de quest\u00f5es; sinto a falta daquilo que a maioria por esta altura j\u00e1 teve, de coisas t\u00e3o simples, t\u00e3o banais, t\u00e3o normais, que aqui, em mim pr\u00f3prio, continuam a ser uma mera ilus\u00e3o, uma mera epifania dos astros do cruzar das linhas, algo que apenas existe com a capacidade que detenho de mesclar a realidade com o ficcional, o concatenar da realidade que os olhos de todos veem com a realidade que apenas os meus nervos sentem e criam no caminho percorrido. Tudo \u00e9 t\u00e3o simples e, ao mesmo tempo, tudo \u00e9 t\u00e3o complexo na proximidade do caos, quando apenas busco o ponto de contacto, da t\u00e9nue linha que separa a dupla realidade do Pentagrama, onde a busca pela verdadeira ess\u00eancia faz depois de se percorrer o caminho do interior da nossa Terra, do nosso mundo interior, naquele onde alcan\u00e7amos a famosa pedra de\u00a0<em>Nicolas Flamel<\/em>, e onde o despertar nos traz algo que Hoje n\u00e3o percebo e n\u00e3o entendo o porqu\u00ea de estar a acontecer. Tive e tenho a sensa\u00e7\u00e3o que a &#8220;chave&#8221; de acesso a este lado, que Hoje o corpo e a mente despertam a sua falta, mas tal como em qualquer cofre, precisamos da combina\u00e7\u00e3o certa para que o possamos abrir. Aquele toque fez algo que at\u00e9 Hoje ningu\u00e9m tinha conseguido fazer, apenas a mem\u00f3ria daquele momento \u00e9 capaz de penetrar no mais profundos rec\u00f4nditos da mente e provocar aquela sensa\u00e7\u00e3o de alegria e de prazer com algo mais que reservo para mim pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anseio por voltar a ler, a escrever, a falar, a tocar, a sentir como um Homem livre para com o Mundo, mas tamb\u00e9m para com esse algu\u00e9m que me \u00e9 especial e que apenas eu pr\u00f3prio sei quem \u00e9, tendo os meus amantes dele conhecimento mas por certas palavras, com outros nomes, com outros rostos, com outros agouros dissimuladores para que a sua beleza j\u00e1 mais seja descoberta e se reserve ao mais elevado estado de segredo, tal como se de um segredo de Estado se tratasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 aqui no refugio da Montanha, no caminho zero que, pode ser o ponto de partida para os viajantes ou o ponto de chegada para os caminhantes, que o mais puro dos sil\u00eancios da civiliza\u00e7\u00e3o me faz desligar de tudo o que vivo, da azafama que vivo l\u00e1 em baixo, para em Paz conseguir discernir aquilo que realmente quero fazer de Hoje em diante. Sinto que est\u00e1 na altura de para uma data de rel\u00f3gios que trabalham ao mesmo tempo para que eu n\u00e3o tenha tempo de ligar ao meu pr\u00f3prio rel\u00f3gio, aos ponteiros mais importantes, \u00e0 maquina que j\u00e1 quase ia parando por minha pr\u00f3pria decis\u00e3o, que nunca se chegou a realizar. Mas, em troca, o pre\u00e7o a pagar foi o de dar corda a muitas outras m\u00e1quinas para esquecer as engrenagens vivas, que fazem com que a ponta da pena deambule com a rectid\u00e3o que lhe \u00e9 imputada nestas p\u00e1ginas; um custo que, certamente, nem todos est\u00e3o dispostos a dispensar, porque simplesmente fecham as suas \u00f3rbitas a tudo o resto! Talvez os mais entendidos na mat\u00e9ria interrogar-se-\u00e3o se vou conseguir parar alguns dos rel\u00f3gios aos quais dei e dou corda. A resposta essa n\u00e3o \u00e9 definitiva, e talvez nunca venha a ser, porque em mim residem todos os sonhos do meu Mundo e, nestes sonhos, h\u00e1 sempre uma ponta de realiza\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 sempre uma ponta de esperan\u00e7a em fazer prolongar a batida dos p\u00eandulos mec\u00e2nicos; mas tamb\u00e9m poderei sempre abrir-lhes a coroa e deix\u00e1-los em roda livre para um dia mais tarde neles voltar a tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sei apenas que sou um Homem livre, e como homem livre tentarei sempre ser o melhor poss\u00edvel, para que reconhe\u00e7am no meu eu algumas coisas que possam de facto ajudar os outros a serem melhores, a que eles pr\u00f3prios possam tornar-se melhores; n\u00e3o quero ser um exemplo para ningu\u00e9m quero apenas poder ser reconhecido como um Farol que alumia os perigos que se podem passar ao escolher certos caminhos da Vida; tal como eu olho para certos far\u00f3is dispostos por essa costa a fora e para a beleza que neles lhe est\u00e1 subjacente, mesmo quando tapados pelo nevoeiro, ou encobertos pelas cinzas oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando divergimos da sociedade, da maioria do rebanho que segue apenas e s\u00f3 para um lado s\u00f3, nem que seja para o precip\u00edcio, tendemos a dizer muitas vezes a frase &#8220;<em>Um dia, talvez um dia &#8230;<\/em>&#8221; e \u00e9 aqui que est\u00e1 o problema, por ser-mos seres sociais, tudo o que sai para l\u00e1 do padr\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o bastante para desencadear um tormento de tantas outras coisas; tudo isto porque no fundo n\u00e3o estamos a olhar para o que \u00e9 o essencial das nossas Vidas, porque andamos demasiado distra\u00eddos a pensar naquilo que os outros pensam. A mim importa-me ser, ver e fazer os outros felizes , se bem que \u00e9 certo que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade alguma de sermos cem por cento felizes, porque se n\u00e3o conhecer-mos a infelicidade ent\u00e3o j\u00e1 mais saberemos o que \u00e9 o seu\u00a0<em>Yng<\/em>. Cada percurso da Vida \u00e9 um caminho singular e \u00fanico e, j\u00e1 mais, algu\u00e9m poder\u00e1 dizer o contr\u00e1rio; porque as viv\u00eancias, as experi\u00eancias, os medos e tudo o mais variam de pessoa para pessoa; e tudo isto tem e deve ser respeitado, caso contr\u00e1rio j\u00e1 mais seremos Homens livres tanto de pensamento como e esp\u00edrito. Um dia ter\u00e1s algu\u00e9m a dizer-te que \u00e9s uma pessoa bonita, tanto na beleza f\u00edsica como no interior, e tu ao n\u00e3o conseguires olhar para o teu pr\u00f3prio interior porque vives mergulhado no &#8220;<em>Um dia, talvez um dia&#8230;<\/em>&#8220;, aperceber-te-\u00e1s que afinal ainda existe uma r\u00e9stia de esperan\u00e7a para alguma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivi e talvez viva ainda petrificado um pouco pelo medo, e por isso o rel\u00f3gio era aut\u00f3mato, tenho que pedir desculpa a mim pr\u00f3prio, mas ao mesmo tempo pe\u00e7o-te desculpa porque te assustei, pe\u00e7o desculpa a todos aquele que incessantemente fizeram tens\u00e3o para que a corda n\u00e3o partisse e com isso evitaram a minha queda no fundo po\u00e7o. Tanto trabalho h\u00e1 pela frente para continuar a ser realizado, mas tudo se far\u00e1 um dia de cada vez, passo a passo, degrau a degrau; porque o mais importante n\u00e3o \u00e9 chegar em primeiro lugar, mas sim chegar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em verdade e na mais pura e genu\u00edna das verdades eu sou este animal complexo, com centenas de milhares de rodas dentadas que se movimentam a cada instante da Vida, em movimentos fren\u00e9ticos que geram tantas coisas quanto aquelas que s\u00e3o poss\u00edveis de serem almejadas naquele particular e infinitesimal pequena unidade de tempo, sabendo que o tempo \u00e9 a unidade mais relativa a que todo o Homem se pode agarrar. Cada momento dever\u00e1 ser vivido como se fosse o \u00faltimo que iremos realizar, cada palavra dever\u00e1 ser expressa como se fosse a \u00faltima que vamos dizer \u00e0quele ser que est\u00e1 ali por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas palavras j\u00e1 mais deveriam ou dever\u00e3o assustar algu\u00e9m, dever\u00e3o sim ser algo que me permita conhecer e ser\u00e3o tamb\u00e9m elas que em parte ser\u00e3o o par de chaves assim\u00e9tricas que ajudar\u00e3o a deslindar, os segredos ocultos em cada texto, em cada carta, em cada nota, em cada particular significado que quero dar \u00e0s coisas mais importantes da Vida, da minha e daquela pessoa acompanhada com outros\u00a0<em>algu\u00e9ns<\/em>, que ter\u00e3o sempre um rosto e um nome na minha cabe\u00e7a, mas que por vezes n\u00e3o t\u00eam rosto e nome nas trincheiras dos meus textos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser quem sou, a pessoa que sou, a mente e alma que tenho, j\u00e1 mais me poderei considerar cem por cento realizado como um todo na Vida, porque haver\u00e1 sempre algo que poder\u00e1 ser aperfei\u00e7oado ou melhorado, haver\u00e1 sempre algo que ficou por fazer, algo que ficou por dizer, serei daqueles que mesmo depois de morto serei especial para alguns <em>algu\u00e9ns<\/em> da Vida, porque o tempo que dediquei h\u00e1 morte fez-me pensar que por vezes precisas de outras coisas algo mais especiais! Mas isto ser\u00e3o os mist\u00e9rios que apenas ser\u00e3o revelados quando eu j\u00e1 c\u00e1 n\u00e3o estiver, ser\u00e1 a minha vis\u00e3o da morte presente quando eu pr\u00f3prio estiver ausente! No fim, no meio e no principio e em tudo sejam e fa\u00e7am os outros felizes! N\u00e3o posso n\u00e3o esquecer de dizer Obrigado, \u00e1s pessoas que saber\u00e3o a quem se destinam estas palavras, que por tratado e conven\u00e7\u00e3o muitas vezes \u00e9 palavra proibida.<\/p>\n<h3><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Mudou alguma coisa este ano? &#8220;Um dia, talvez um dia ..&#8221;<\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim se v\u00ea que muita coisa mudou em apenas um ano! E quantas outras coisas n\u00e3o mudaram e que n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o para serem ditas aqui? Tantas por certo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De entre v\u00e1rias outras coisas tenho eu uma certeza absoluta, houve uma coisa que n\u00e3o mudou nem no todo, nem em parte, que foi a minha ess\u00eancia, o meu ser e o meu estar, a pessoa que sou e como vivo as coisas e as gentes, n\u00e3o deixei de ser um mel\u00f3mano nato que passa mais de noventa por cento do dia com os conjuntos de colcheias e semi-colcheias nos ouvidos, uma pessoa que n\u00e3o sabe expressar \u00e0s pessoas mais pr\u00f3ximas o quanto as gosto por gestos, por palavras, n\u00e3o o fa\u00e7o por mal, mas j\u00e1 conhecem a pessoa que sou; a pessoa que detesta que lhe digam obrigado em tantas situa\u00e7\u00f5es da Vida onde a palavra \u00e9 dispens\u00e1vel, e tantas outras coisas que espero que as pessoas descubram com o tempo, porque esse \u00e9 parte do caminho na minha Vida, o da descoberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizem que todos n\u00f3s temos uma ambi\u00e7\u00e3o qualquer na Vida, contudo confesso que n\u00e3o tenho essa grande meta definida para a minha Vida e sinto que n\u00e3o a posso ter, porque ao definir essa meta na Vida estaria eu pr\u00f3prio a cerrar as minhas pr\u00f3prias pernas para que a cabe\u00e7a pudesse esvoa\u00e7ar livremente, por isso prefiro ter v\u00e1rias e a cada dia ir definindo a meta do dia seguinte; aos vinte e sete anos s\u00e3o muitas as vari\u00e1veis que tenho em aberto, porque tenho toda uma Vida pela frente e ela \u00e9 feita de ajustes e adapta\u00e7\u00f5es a cada dia que passa! Como j\u00e1 disse tantas vezes e continuarei a dizer, n\u00e3o me importa se chego primeiro ou chego em \u00faltimo ao topo da escadaria, importa-me sim a cada degrau que caio e que me espalho, me saiba levantar e tenha for\u00e7a para continuar a subir a escadaria, para um dia, talvez um dia possa chagar ao topo da escadaria e sentir que de facto a miss\u00e3o est\u00e1 cumprida, sem ter atropelado ningu\u00e9m, mas ter ajudado aqueles que trope\u00e7aram e levantaram-se e a continuarem em frente como eu! Este \u00e9 o melhor sentimento l\u00e1 \u00e0 frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui no meio da Serra e longe dos ru\u00eddos da cidade, no meu retiro de sil\u00eancio para acalmar a mente agrade\u00e7o por tudo o que passei, pelas coisas boas e pelas coisas m\u00e1s, porque \u00e9 no equil\u00edbrio do fiel dos factores que est\u00e1 a harmonia e a luz invis\u00edvel que incessantemente busco! A todos os que por mim passaram e se <del>encruzilharam,<\/del> aos que partiram e aos que ficaram para tr\u00e1s e aos rec\u00e9m-chegados, aos que l\u00e1 longe entraram e ainda hoje est\u00e3o c\u00e1, muito obrigado por estarem presente ou ausentes, ou ausentes mas sempre presentes!<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Por agora \u00e9 tudo,<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Aqui desde o alto da Montanha deixo uma pergunta para que se possa reflectir:<\/h3>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E tu, na liberdade que detens achas que se pode buscar incessantemente os momentos da Vida? S\u00ea Feliz e faz os outros Felizes!<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E para terminar fica esta m\u00fasica do Caetano Veloso<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube-nocookie.com\/embed\/j9UbE1slI-Q\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>NOTA: Este texto foi redigido no dia de ontem, no meio da Serra e foi programado para ser publicado hoje a esta hora de uma forma puramente autom\u00e1tica, dada a aus\u00eancia de rede m\u00f3vel no meio da Serra onde me encontro.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">&#8220;Um dia; Talvez um dia &#8230;&#8221; Quem verdadeiramente me conhece, sabe que esta singela frase faz parte do meu quotidiano em certos sectores da Vida; mas n\u00e3o ser\u00e1 a ilus\u00e3o da Vida terrena a ilus\u00e3o das pris\u00f5es que sentimos e que n\u00e3o nos abra\u00e7am a partes mais long\u00ednquas no nosso caminho pessoal e interior. 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